11/10/2022

Comissão Estadual de Enfermagem Forense do Coren-PE visita Centro Vilma Lessa, no Recife

Integrantes da CEEF acompanharam o trabalho realizado no espaço e orientaram profissionais sobre questões legais envolvendo o atendimento

Visita teve como objetivo orientar profissionais de enfermagem sobre questões legais envolvendo o atendimento

Um grupo formado por representantes da Comissão Estadual de Enfermagem Forense (CEEF) do Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) esteve nesta segunda-feira (10), no Centro de Vilma Lessa, no bairro de Casa Amarela, zona norte do Recife. O espaço que funciona dentro do Hospital Agamenon Magalhães acolhe adolescentes, a partir dos 12 anos, além mulheres cis e trans, que tenham sido vítimas de violência sexual.

Durante a visita, integrantes do grupo puderam acompanhar de perto o atendimento a esse público. Além disso, o grupo apresentou à responsável técnica do centro a resolução 556/2017 do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) e sua atualização, a resolução 700/2022. O texto estabelece as normativas técnicas da enfermagem forense, além de trazer as competências para os enfermeiros generalistas que possam atuar frente às violências e as específicas para os enfermeiros forenses. Segundo a Coordenadora da CEEF, DRª Carmela Alencar, no fim do encontro, os integrantes da comissão receberam a promessa de que a responsável técnica irá se reunir com o corpo clínico para discutir a implementação da resolução.

“Este tipo de orientação é importante para que os profissionais possam estar respaldados dentro dos limites legais e o que eles podem proporcionar de melhor para essas vítimas. Hoje, a gente busca expandir os horizontes da Enfermagem Forense para o além do que já é feito. Divulgar a especialidade para mais pessoas sejam sensibilizadas e assim busquem a especialização, para que possam fazer mais do que já fazem”, ressalta Drª Carmela.

Segundo ela, o trabalho da CEEF tem como objetivo divulgar a Enfermagem Forense no estado e contribuir para a implantação do seguimento, contribuindo com as ações do Coren-PE nos hospitais e espaços onde vítimas de violência são atendidas. “Nossa meta é fazer com que, principalmente, as responsáveis técnicas (RTs) possam, junto ao corpo clínico, ou seja enfermeiros e enfermeiras das unidades, conheça a legislação que ampara o trabalho desses profissionais. Não necessariamente somente os especialistas em enfermagem forense, a ideia é que até mesmo generalistas consigam trabalhar junto a essa população de vítimas da melhor forma possível”, define.

A coordenadora da CEEF do Coren-PE também integra a Comissão de Perícia Forense da OAB-PE e a Comissão Nacional de Enfermagem do Cofen. Ela faz um alerta sobre outro grave problema enfrentado pelas pessoas que são vítimas de violência sexual. “Existe uma lacuna que a gente chama de revitimização. Essas vítimas são atendidas nos centros e não são feitas as coletas dos vestígios. Na maioria dos casos, elas saem do serviço de atendimento, onde passam por todo procedimento, contam suas histórias e saem de lá para uma delegacia policial. Ou seja, precisam contar toda a história novamente e assim são revitimizadas. Se a gente tiver um centro, onde a Enfermagem Forense atue como preconiza a resolução, onde possa fazer a coleta, o acondicionamento e a preservação desses vestígios, essas vítimas não precisarão passar por todo esse processo novamente e terão a integridade mental preservada”, explica.


Fonte: Ascom: Coren-PE