5º Encontro da atenção primária à saúde reúne profissionais de enfermagem no Recife
Evento promovido pelo Coren-PE celebrou ainda os 40 anos da Lei nº 7.498/1986, marco da regulamentação do exercício profissional da Enfermagem.
O Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) realizou, na última sexta-feira (25), o 5º Encontro Pernambucano de Enfermagem na Atenção Primária (EPENAP). O evento ocorreu no auditório da Faculdade Unit, na Imbiribeira, e reuniu profissionais de enfermagem para um momento de atualização, troca de experiências e discussão sobre temas relacionados à atuação da categoria na Atenção Primária à Saúde.
Esta edição marcou os 40 anos da Lei nº 7.498/1986, que regulamenta o exercício profissional da Enfermagem. A programação abordou temas relacionados ao cotidiano dos profissionais, incluindo os avanços, desafios e perspectivas da enfermagem na atenção primária, novas normativas, saúde sexual e reprodutiva, atendimento a adolescentes, atuação do técnico de enfermagem na atenção básica e o uso da Inteligência Artificial no processo de trabalho.
Entre os temas discutidos, esteve a atuação do enfermeiro na saúde sexual e reprodutiva e no pré-natal de menores de 14 anos. A discussão contou com a participação do assessor jurídico do Conselho, Lucas Milano, da gerente geral da Maternidade Bandeira Filho, Renata de Miranda, além da promotora de Justiça, Aline Arroxelas, da analista em serviço social, Maria Luzia Duarte Araújo, e da analista judiciária do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Alessandra de Lima Araújo, como debatedoras.
De acordo com a conselheira e coordenadora da Câmara Técnica, Ana Caroline Soares, a participação dos profissionais em atividades como o EPENAP contribui para esclarecer dúvidas relacionadas à legislação e à prática profissional. “A participação dos profissionais de enfermagem em eventos desta natureza é de suma importância. Observamos que, no âmbito da Atenção Primária à Saúde, ainda existem diversas dúvidas recorrentes acerca dos marcos regulatórios e da legalidade de determinadas práticas profissionais”, destacou.
A conselheira também ressaltou a importância do contato com especialistas para o esclarecimento de questões técnicas e para o fortalecimento de uma assistência qualificada. Segundo ela, a troca de conhecimentos contribui para uma prática profissional pautada na segurança jurídica e clínica.
Os temas abordados no evento agradaram o público. “Eu tinha até uma expectativa um pouco menor do evento, e terminou se mostrando muito mais aprofundado. Eu acho que ele traz essa noção da legalidade, coisa que o enfermeiro muitas vezes tem receio. A mesa que a gente acabou de assistir (Saúde sexual, reprodutiva e pré-natal) discutiu o atendimento de adolescentes. Então a gente ainda tem muito medo de fazer esse tipo de atendimento e a mesa traz essa pauta e diz pra gente que podemos atender sem nenhum prejuízo no âmbito legal. Inclusive ela reforça que é obrigação nossa fazer esse atendimento de adolescentes, independente de acompanhante ou não.” Elton Bruno, enfermeiro de atenção básica, que acompanhou o evento.
